
Texto: Vitor Ilis
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e da Igualdade Étnico-Racial (NUPIIR), atua para garantir assistência humanitária às Aldeias Jaguapiru e Bororó. A coordenadora do Núcleo, defensora pública Ligiane Cristina Motoki, realizou visita institucional para acompanhar o atendimento a pacientes e verificar as condições de saúde da comunidade, afetada por surtos de chikungunya e dengue.
A instituição enviou ofícios com solicitações extraordinárias de doação de água potável, líquidos para hidratação e gêneros alimentícios a órgãos municipais, estaduais e à iniciativa privada. Entre os destinatários estão as prefeituras de Dourados e Itaporã, a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (SEAD) e a Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários.
Atualmente, o ginásio de esportes da Escola Municipal Indígena Tengatui funciona como estrutura de atendimento de saúde para pessoas com sintomas das doenças. O quadro de vulnerabilidade é agravado pela escassez de água potável no território, item essencial para a recuperação dos doentes.

De acordo com o levantamento do NUPIIR, cerca de 2.261 pessoas, distribuídas em 500 famílias nas regiões de Jaguapiru 1 e 2, enfrentam situação de risco. O surto epidemiológico provocou a suspensão de atividades escolares e impede o exercício das funções laborais de trabalhadores das aldeias.
A defensora pública Ligiane Cristina Motoki destaca que a medida é urgente para preservar a dignidade e a saúde dos indígenas. "A falta de água potável e líquidos para hidratação, como água de coco e bebidas isotônicas, prejudica o tratamento recomendado pelos médicos", pontua a coordenadora.
A Defensoria Pública mantém o monitoramento da crise e reforça o papel da instituição na defesa dos direitos dos povos originários. Denúncias ou solicitações de assistência podem ser feitas diretamente no núcleo em Dourados ou pelos canais oficiais de atendimento.


