
Diretor-geral da Escola Superior do MPMS, promotor de Justiça Fábio Ianni Goldfinger e o defensor colaborador do Nudedh, Bruno Louzada. (Foto: Guilherme Henri)
Texto: Guilherme Henri
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul participou do I Simpósio de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, realizado quinta e sexta-feira (13 e 14), no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.
O encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir estratégias de prevenção, combate e responsabilização criminal relacionadas ao tráfico humano, além de promover o fortalecimento de políticas de proteção às vítimas.
No evento, o defensor público-geral, Pedro Paulo Gasparini, foi representado pelo defensor público Bruno Augusto Rezende Louzada, colaborador do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh).
“A Defensoria Pública tem a missão de assegurar que cada vítima seja enxergada em sua integralidade e tenha acesso efetivo a direitos. Participar de espaços como este permite aprimorarmos nossa atuação e contribuirmos para políticas mais humanas, eficientes e preventivas”, afirmou o defensor.
Segundo o defensor, o tráfico de pessoas permanece como uma das violações mais graves e silenciosas de direitos humanos, demandando sensibilidade, capacitação e integração entre os órgãos públicos.
“Ao compartilhar experiências e fortalecer redes de proteção, conseguimos avançar no diagnóstico e na resposta institucional, especialmente em um estado de fronteira como o nosso”, completou.
Evento
Voltado a membros do Ministério Público, magistrados, forças policiais, profissionais de entidades sociais e representantes do setor aéreo, o simpósio abordou temas essenciais como acolhimento de vítimas, rastros digitais, violência de gênero, exploração de trabalhadores indígenas e dinâmicas transfronteiriças — temática especialmente relevante em Mato Grosso do Sul, por sua extensa faixa de fronteira.
Programação reuniu especialistas de diversas áreas
O simpósio contou com painéis conduzidos por representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal, ONGs, pesquisadores e magistrados. Entre os temas, destacaram-se:
Tráfico internacional de pessoas e perspectivas consulares
Acolhimento de vítimas e papel das organizações da sociedade civil
Estratégias de combate ao aliciamento e à escravidão contemporânea
Tecnologia forense no enfrentamento ao tráfico humano
Violência de gênero e invisibilidade do tráfico em áreas de fronteira
Bioecânica e rastro corporal de vítimas
A programação contemplou ainda momentos de mediação e debates que fortaleceram a troca de conhecimentos entre os profissionais presentes.

